quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Tensão entre Cuba e EUA fomenta discussões no CDH

O Conselho de Direitos Humanos iniciou, pela manhã, os debates acerca dos conflitos étnicos na Europa e das minorias étnicas. O encontro foi marcado pela tensão entre os representantes da delegação cubana e norte-americana, os quais se pronunciaram, em declaração à imprensa, avaliando o debate, a tensão instaurada entre as delegações bem como sobre uma possível solução pacífica.

A percepção acerca do primeiro dia de debate foi  semelhante tanto para os cubanos como para os americanos, ambos consideraram que, inicialmente, não houve um enfoque no tema do debate, o qual constitui uma discussão de extrema relevância para a resolução dos conflitos étnicos  europeus,  por isso  os representantes  esperam que os direitos humanos entrem em pauta bem como sua relação com os conflitos étnicos no continente europeu.

Em relação à tensão que se instalou entre os dois países, os EUA acredita que tem uma posição privilegiada tanto do ponto de vista econômico como político e, por isso, eles se vêem no dever de intervir e tentar alcançar a paz. Os delegados americanos consideraram a atitude cubana de rotulá-los ironicamente como um “país conciliador e de paz” como hipócrita e alegam que investidas contrárias ao seu país já eram esperadas.  Já Cuba afirmou que os EUA se auto-proclamam como representantes da paz e do compromisso com os diretos humanos quando, na verdade, Cuba sofre com um bloqueio genocida  que dificulta o ingresso de alimentos e remédios  no país.

A solução pacífica almejada pelas delegações, na concepção americana, deve ser baseada em uma política que supervisione os direitos Humanos e para os representantes de Cuba, essa solução pacífica parte fundamentalmente da necessidade do diálogo dos povos sobre os Direitos Humanos. Desse modo, as duas nações, que foram foco no primeiro dia de debate da CDH, ressalvam a importância dos direitos humanos.

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